Como é do conhecimento geral, Barcelos, Barcelona e Barcelinhos constituem a primeira Unidade Familiar de Cidades a nível mundial. Emulando as figuras de Pai, Mãe e Filho, esta tríade de urbes é o exemplo de proximidade e conexão que se deseja para a Família humana. Se é verdade, não sei, pois inventei agora; mas que é uma ideia doida, lá isso é...
Surpreendentemente - apenas para quem não nos conhece - esta estátua pediu-nos uma foto com ela. Anuímos, claro!
Atravessar o Minho é um festival de frescura para os olhos: o verde, omnipresente, é como um convite a um mergulho retemperador nas águas do Atlântico em dias de Agosto; chegar a Barcelinhos é como abraçar Barcelona, derramar os olhos na Sagrada Família e passear nas Ramblas, traulitando "Empecé por aquella rambla / De la rambla de Barcelona / Me encuentré una chiquita / Pero la llevo yo a mi casa.". Quem não lembra "A ti, a ti" dos Gypsy Kings?
Optámos por ficar em Barcelinhos no albergue "Amigos da Montanha". É um nome forte, uma presença de choque, uma oportunidade para impressionar os amigos com esta proximidade aos "Amigos da Montanha", este d'abraço com os intrépidos montanhistas. Coisas de macho!
O nível foi colocado altíssimo, no topo da expectativa, no cume da ambição apenas acessível aos eleitos: a entrada no albergue era facultada após a obtenção de uma senha para o efeito. Num teclado numérico colocado no exterior do prédio, junto à porta da entrada, digitávamos o número de um telefone móvel; após uns segundos de espera, uma voz saudava-nos "Boa noite", e apenas respondíamos: "lobo" e no segundo imediato a porta abria-se, qual caverna de Ali-Babá.
Dez segundos para retemperar da surpresa.
Já está? Precisam de mais dez? Barcelinhos não é para amadores!
Foi o término da 2ª etapa.

Comentários
Enviar um comentário