Dois momentos da etapa: por antigas vias de ligação entre as localidades, e o frescor da ria de Vigo a encher a vista.
De novo a História a interceptar o nosso percurso: a aproximação à histórica "Puente de Sampayo", local de derrota para as tropas do marechal Ney aquando da guerra da independência espanhola, às mãos dos bravos galegos. Com Soult a fugir de Portugal, ambos exércitos reuniram-se em Lugo e foram sofrendo baixas significativas à ordem de ataques de guerrilha. Na encosta da Labruja, a Cruz dos franceses recorda esses momentos de emboscada.
A entrada nestas terras pequenas é um mergulho na ruralidade sadia, digamos assim: localidades de pequena/média dimensão que nos remetem para um lugar na memória onde tudo se harmonizava à escala humana, num sentido de proporção coerente: a mercearia estava no local certo, do café avistava-se o cruzamento, as ruas eram estreitas e as pessoas estavam próximo umas das outras.
Em Pontesampaio, como em tantas outras localidades, a dimensão humana confere identidade a todas as acções; nas grandes cidades a formatação do território conduz à uniformização e, em consequência, à ausência de naturalidade - aqui, entendida no sentido de falta de apêgo, de afectos ligados à memória.
Marcado a amarelo, o percurso até então. O término da jornada estava previsto para Pontevedra, a antiquíssima Pontis Véteris, rio de puente vieja.
Eu e a mania das motas. O sol na moleirinha também terá contribuído para o desmando, talvez motivado pela pressa em chegar. Não tenho a certeza, mas acho que era uma Macal Minarelli m83, vermelhinha, escape aberto... até parece que ainda a ouço!








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